Pensar a IA antes de simplesmente a usar

A chegada da Inteligência Artificial à escola não se resume a decidir se uma determinada ferramenta pode ou não ser utilizada.

As orientações em consulta pública colocam uma questão mais exigente: quando é que a IA acrescenta realmente valor à aprendizagem? E, quando é utilizada, que responsabilidades devem continuar a pertencer ao aluno, ao professor e à própria escola?

O documento procura estabelecer uma base comum para a utilização da IA, abrangendo o ensino, a aprendizagem, a avaliação, a autoria, a proteção de dados, a segurança e a cidadania digital.

Para os professores

A IA pode apoiar o ensino, a preparação de recursos e a aprendizagem, mas a finalidade pedagógica, a definição das regras da atividade, a validação dos conteúdos e a avaliação continuam sob responsabilidade do docente.

Para os alunos

Utilizar IA implica também saber explicar o trabalho realizado, verificar as respostas recebidas, tomar decisões próprias e distinguir aquilo que foi criado pelo aluno daquilo que resultou do apoio da tecnologia.

Sete temas para pensar a IA na escola

Os cinco primeiros temas explicam as orientações com exemplos do dia a dia. O sexto convida-nos a pensar nos cartazes produzidos por alunos e professores. O sétimo apresenta formas simples de mostrar como um trabalho foi construído. Carregue num tema para ler mais; no fim, experimente o semáforo.

1. Cada trabalho deve indicar claramente se a IA pode ser utilizada ↑ Fechar o painel 1

1. Cada trabalho deve indicar claramente se a IA pode ser utilizada

Uma das propostas mais interessantes das orientações é a criação de uma linguagem comum para as atividades escolares.

São apresentadas três modalidades:

Sem IA - a tarefa é realizada sem recurso intencional a ferramentas de Inteligência Artificial.

IA de apoio - a IA pode ser utilizada apenas nas etapas e para as finalidades previamente definidas pelo professor.

IA integrada - a utilização da IA faz parte da própria atividade ou constitui objeto de análise e aprendizagem.

Esta distinção pode traduzir-se numa mudança simples nos trabalhos escolares: o enunciado passa a indicar antecipadamente se a IA pode ser utilizada, que ferramentas são admitidas, em que momentos e para que finalidades.

Para o aluno desaparece assim uma das grandes zonas de dúvida: posso utilizar IA? Apenas para procurar ideias? Posso pedir uma revisão? Posso gerar parte do trabalho?

Ideia-chave: antes de começar, todos devem conhecer as regras do trabalho.

2. O aluno deve conseguir explicar aquilo que fez ↑ Fechar o painel 2

2. O aluno deve conseguir explicar aquilo que fez

Um trabalho muito bem apresentado já não permite concluir, por si só, que houve uma aprendizagem igualmente boa.

Com ferramentas capazes de produzir rapidamente textos, imagens, apresentações, código ou outros conteúdos, ganha importância o processo de construção.

Rascunhos, versões intermédias, escolhas efetuadas ou uma breve conversa com o aluno podem revelar muito mais sobre aquilo que efetivamente aprendeu.

Um professor poderá, por exemplo, pedir ao aluno que explique:

  • Como chegaste a esta solução?
  • Onde utilizaste IA?
  • O que alteraste ou corrigiste?
  • O que rejeitaste e porquê?

A avaliação deixa assim de observar apenas o objeto entregue e passa também a observar o percurso que conduziu até ele.

Ideia-chave: saber explicar o trabalho pode ser tão importante como apresentar um bom resultado.

3. Saber utilizar IA também significa saber desconfiar dela ↑ Fechar o painel 3

3. Saber utilizar IA também significa saber desconfiar dela

Literacia em Inteligência Artificial não significa apenas aprender a escrever melhores instruções ou conseguir respostas mais rapidamente.

Os alunos precisam também de desenvolver a capacidade de comparar respostas, verificar factos, confirmar cálculos, procurar fontes, reconhecer erros e identificar enviesamentos.

Uma resposta produzida por IA pode parecer convincente e estar errada. Pode incluir uma referência que não existe, simplificar excessivamente um assunto ou apresentar uma determinada perspetiva como se fosse a única possível.

A escola pode transformar precisamente essa fragilidade numa oportunidade: apresentar respostas de IA e desafiar os alunos a verificá-las, corrigi-las ou construir alternativas melhores.

O aluno aprende também a decidir o que aceita, o que altera e aquilo que deve simplesmente rejeitar.

Ideia-chave: uma das competências mais importantes perante a IA é saber quando não acreditar nela.

4. Preservar a criatividade e a autoria, mesmo quando a IA participa ↑ Fechar o painel 4

4. Preservar a criatividade e a autoria, mesmo quando a IA participa

A Inteligência Artificial já consegue criar rapidamente cartazes, imagens, apresentações, textos, vídeos e outros conteúdos com uma qualidade visual aparentemente elevada.

Mas um resultado tecnicamente impressionante não demonstra, por si só, criatividade, intenção ou aprendizagem.

Num cartaz, numa apresentação ou num trabalho multimédia, poderá ser tão importante observar:

  • a ideia inicial;
  • os esboços realizados;
  • as referências escolhidas;
  • as propostas da IA que foram rejeitadas;
  • as alterações efetuadas;
  • as decisões de composição;
  • a capacidade de justificar o resultado final.

Desta forma, a IA pode participar no processo criativo sem apagar as escolhas do aluno.

A mesma pergunta vale para materiais preparados pelos professores: que decisões foram tomadas, o que foi verificado e o que faz sentido para os alunos que os vão receber?

Ideia-chave: a tecnologia pode propor; as decisões criativas devem continuar a pertencer ao aluno.

5. Preparar alunos, professores e famílias para deepfakes e manipulação digital ↑ Fechar o painel 5

5. Preparar alunos, professores e famílias para deepfakes e manipulação digital

A Inteligência Artificial também permite fabricar imagens, vídeos, áudios, conversas e identidades falsas com um grau de realismo cada vez maior.

As orientações chamam particularmente a atenção para situações como deepfakes, clonagem de voz, montagens ofensivas, perfis falsos, conversas fabricadas e utilização indevida da imagem ou da voz de outras pessoas.

Estas situações não devem ser tratadas apenas como uma brincadeira tecnológica. Podem atingir diretamente a dignidade, a privacidade e a segurança de uma pessoa.

Perante um incidente desta natureza, a resposta deverá procurar interromper rapidamente a circulação do conteúdo, proteger a pessoa afetada, evitar uma nova exposição, preservar apenas a evidência necessária e ativar os procedimentos adequados.

Os pais e encarregados de educação têm igualmente um papel importante. Conversar com crianças e jovens sobre conteúdos falsificados, utilização da imagem, clonagem de voz e exposição digital começa a ser tão necessário como falar sobre palavras-passe, redes sociais ou ciberbullying.

Ideia-chave: aprender a utilizar IA também significa aprender a reconhecer quando ela pode ser usada para enganar, expor ou prejudicar alguém.

6. Cartazes na escola: quando tudo começa a parecer igual ↑ Fechar o painel 6

6. Cartazes na escola: quando tudo começa a parecer igual

Um cartaz no corredor pode avisar uma data, convidar para uma iniciativa, explicar uma ideia ou mostrar um trabalho de turma. Quem passa pode ser um aluno, uma mãe, um avô, um professor ou alguém que entrou na escola pela primeira vez. Todos devem conseguir perceber a mensagem.

Cartazes bonitos. Mas de quem são as ideias?

Com a Inteligência Artificial, tornou-se muito fácil criar cartazes em poucos segundos. Aparecem letras impecáveis, personagens sorridentes, cores brilhantes e frases que soam todas da mesma maneira. Um cartaz de uma turma e outro preparado por um adulto podem acabar por parecer irmãos gémeos. É a tentação do «plástico em série»: tudo polido, pouco do que distingue quem criou.

Esta é uma preocupação que merece ser escutada na escola. Um cartaz feito à mão, com um desenho inesperado, uma palavra riscada ou uma escolha de cor discutida em grupo, pode contar muito sobre quem o fez. Há ali tempo, tentativa, enganos e descobertas. O acabamento perfeito não chega para nos dizer o que alguém aprendeu ou pensou.

E os cartazes feitos pelos professores?

Também muitos professores descobriram estas ferramentas. É compreensível: entre aulas, reuniões e tarefas diárias, fazer depressa um cartaz claro para divulgar uma actividade pode ser uma ajuda real. Nesse caso, a utilidade da mensagem conta muito. Mas a facilidade de carregar em «gerar» traz uma pergunta que vale para os adultos: escolhemos e revemos aquilo que mostramos à escola, ou aceitamos a primeira imagem que aparece?

Um cartaz assinado por um professor, uma turma ou um projecto escolar comunica com a comunidade. Quem o prepara deve confirmar as informações, escolher palavras que todos entendam, verificar as imagens e pensar nas pessoas a quem se dirige. A IA pode ajudar nesta tarefa. O olhar de quem ensina continua a fazer falta - também no exemplo que dá aos alunos.

Papel, lápis ou computador: o importante é participar

Há boas razões para dar mais espaço ao desenho, à pintura, ao recorte e à escrita manual. Para muitos alunos, essas experiências ajudam a descobrir uma voz própria. Mas um cartaz digital também pode nascer de ideias verdadeiramente pessoais. E há alunos para quem o computador e as tecnologias de apoio são a melhor forma de participar, sobretudo quando existem dificuldades motoras, visuais ou outras barreiras.

Convém distinguir duas situações. Se o cartaz é um trabalho escolar, interessa conhecer o que o aluno investigou, decidiu, mudou e consegue explicar. Se é um aviso para a comunidade, interessa sobretudo que seja correcto, legível, acessível e útil. Em ambos os casos, faz diferença que uma pessoa pense antes de publicar.

Uma proposta simples para alunos e professores: comecem pela mensagem que querem transmitir. Façam um primeiro esboço, em papel ou num formato acessível; escolham as palavras e decidam o que deve sobressair. Se recorrerem a IA, confirmem a informação, alterem o que não vos representa e indiquem esse apoio quando as regras da actividade o exigirem. Antes de expor, perguntem: «Quem vai ler isto? Vai perceber? Que escolhas foram nossas?»

Materiais para informar e inspirar

Os documentos seguintes podem apoiar a discussão e a criação de cartazes. O folheto e os instrumentos do EduQA não devem ser confundidos com cartazes já preparados.

  • EduQA - Folheto de Orientações Essenciais: síntese para conhecer os princípios em consulta pública. Consultar o folheto (PDF).
  • EduQA - Instrumentos de Apoio: incluem o Semáforo para a utilização pedagógica da IA, apresentado de forma interactiva mais abaixo nesta página. Consultar os instrumentos (PDF).
  • SeguraNet - Campanha «Aplicações Suportadas por IA»: ilustrações e recomendações para discutir o uso responsável de ferramentas com IA. Ver a campanha.
  • SeguraNet - Cartazes de cidadania digital: as colecções «O que farias?» e «5 Dicas» ajudam a trabalhar temas de segurança e comportamento digital. São complementares às orientações sobre IA.

Quatro mensagens que cada turma pode tornar suas

São ideias para discutir e reescrever, não modelos para copiar nem cartazes oficiais do EduQA:

  • «Antes de usar IA, pergunta quais são as regras.» Há tarefas sem IA, com IA de apoio e com IA integrada.
  • «Uma resposta bonita também pode estar errada.» Confirma a informação.
  • «As tuas fotografias e os teus dados merecem cuidado.» Protege os teus direitos e os dos outros.
  • «Consegues explicar como fizeste o teu trabalho?» As tuas escolhas também fazem parte da obra.

Antes de afixar no corredor ou publicar no site

Alunos e professores devem confirmar datas, nomes e informações; usar imagens com direitos de utilização adequados; evitar expor dados ou fotografias sem a autorização e o enquadramento necessários; e garantir que o texto se lê facilmente, com bom contraste. Quando o cartaz é divulgado online, convém apresentar também a mensagem em texto acessível.

Se o cartaz divulgar a consulta pública: esclarecer que as orientações do EduQA entraram em consulta a 15 de outubro de 2026, por 30 dias, e remeter para a página oficial. Depois desse período, é necessário actualizar a informação.

Uma pergunta para levar connosco: quando olhamos para um cartaz da escola, conseguimos descobrir alguma coisa sobre quem o pensou e fez?

7. Como mostrar o que aprendeste? Um acordo entre alunos e professores ↑ Fechar o painel 7

7. Como mostrar o que aprendeste? Um acordo entre alunos e professores

Um cartaz, um texto ou uma apresentação podem ficar muito bonitos. Mas o resultado final não conta tudo: quem olha pode não perceber as tentativas, as dúvidas e as decisões de quem fez o trabalho. Há maneiras simples de mostrar esse percurso, tenha sido utilizada IA ou não.

A ideia é combinar antes da actividade o que será apresentado no fim. Sem vigiar cada clique nem pedir um relatório sobre tudo o que aconteceu.

Três maneiras simples de mostrar o trabalho

1. Abrir o trabalho original

Se fizeste o trabalho no Canva, Google Slides ou noutro programa, podes abri-lo e mostrar uma parte que construíste ou alteraste. Também pode ser um desenho ou outro trabalho manual. Um ficheiro editável ajuda a conversar sobre a criação, mas sozinho não prova quem a fez.

2. Mostrar como evoluiu

Um primeiro esboço, uma etapa a meio e o resultado final podem chegar. Podem ser duas ou três capturas, rascunhos ou versões guardadas, se fizer sentido para a tarefa. Não é preciso fotografar cada passo nem mostrar informações pessoais.

3. Explicar uma escolha

Em cerca de dois minutos, conta por onde começaste, que dificuldade encontraste e o que decidiste mudar. O professor pode pedir-te uma pequena alteração para perceber como trabalhas. A explicação também pode ser demonstrada de outra forma, quando falar em público for uma barreira.

Se és aluno

O trabalho é teu? Então deves conseguir mostrar algumas escolhas tuas. Não precisas de decorar uma apresentação nem de fazer tudo sem ajuda.

Podes começar por três frases: «Comecei por…», «Mudei isto porque…» e «Aprendi que…».

Se usaste IA, diz onde e para quê, respeitando as regras da actividade. Explica o que aproveitaste, corrigiste ou rejeitaste. Pedir ajuda para pensar não te dispensa de pensar.

Para os professores

Antes de começar, deve esclarecer a modalidade da tarefa: Sem IA, IA de apoio ou IA integrada. Deve indicar as ferramentas autorizadas, os critérios de avaliação e as evidências do processo que pretende observar, de forma simples e proporcional.

No momento da entrega, deve convidar o aluno a explicar uma escolha ou a demonstrar como resolveu uma dificuldade. Deve aceitar formas alternativas de comunicação e adequar o pedido à idade, às características do aluno e à actividade.

Se surgirem dúvidas, deve ouvir o aluno e considerar o conjunto das evidências disponíveis. Um detector de IA, por si só, não demonstra uma utilização indevida.

E se o aluno ajudar a definir o prazo?

Em algumas actividades, o aluno pode propor uma data de entrega e explicar de quanto tempo precisa. O professor acorda o prazo final com a turma, assegurando condições justas para todos. Também assim se aprende a planear e a cumprir compromissos. É uma sugestão pedagógica deste artigo, não uma exigência do EduQA.

O que não é preciso fazer

Não é necessário exigir gravações contínuas do ecrã, vídeos do aluno a trabalhar ou palavras-passe das plataformas. As evidências devem ser poucas, úteis e proporcionais. Mostrar o processo não pode significar expor dados pessoais ou transformar a aula numa investigação permanente.

Uma pergunta simples para os dois: «Mostra-me uma escolha tua neste trabalho. Porque a fizeste?»

O que dizem as orientações? O documento do EduQA, actualmente em consulta pública, recomenda observar rascunhos, versões, explicações breves e decisões do aluno; perante dúvidas, recomenda diálogo e análise das evidências (secções 4.1 e 6.1–6.2). As duas ou três capturas, os dois minutos e a proposta de prazo são ideias práticas deste artigo, sem carácter obrigatório. Ler as orientações e participar na consulta pública.

Semáforo da IA: quando usar e quando parar

Escolhe uma cor e consulta as indicações para alunos e professores. O semáforo ajuda a pensar sobre o uso da IA; não substitui as regras da actividade nem a aprovação das ferramentas pela escola.

● VERDE · PODE - quando apoia a aprendizagem

Para os alunos

  • Podes pedir uma explicação diferente de um conceito que não compreendeste e confirmar a resposta no manual ou com o professor.
  • Podes comparar respostas, procurar erros e experimentar exercícios para treinar, desde que respeites as regras da tarefa.
  • Podes utilizar apoios de acessibilidade adequados e autorizados, sem introduzir dados pessoais.

Para os professores

  • Pode utilizar IA para explorar exemplos, preparar materiais ou criar exercícios, depois de verificar a exactidão e a adequação à turma.
  • Deve esclarecer previamente se a actividade é «Sem IA», «IA de apoio» ou «IA integrada» e indicar as ferramentas permitidas.
  • Deve garantir que o aluno continua a pensar, experimentar, decidir e explicar o que fez.

Nota: verde significa que o uso pode ser pedagogicamente adequado; não constitui autorização automática. Numa tarefa «Sem IA», o aluno não deve recorrer à IA.

● AMARELO · PODE COM CONDIÇÕES - confirma primeiro

Para os alunos

  • Queres usar IA para rever uma composição, traduzir um texto ou gerar imagens para um cartaz? Pergunta primeiro se a actividade o permite.
  • Se a IA ajudou, indica onde e como, de acordo com as instruções do professor. Revê os resultados e mantém as tuas próprias decisões.
  • Se a ferramenta pedir uma conta pessoal, pagamento, fotografia ou outros dados, não avances sem esclarecimento.

Para os professores

  • Antes de propor IA para cartazes, apresentações, programação ou revisão de textos, deve definir o que o aluno pode delegar na ferramenta e o que tem de realizar autonomamente.
  • Deve verificar a aprovação institucional da ferramenta, a idade dos alunos, a acessibilidade, a privacidade e a existência de alternativas equivalentes.
  • Pode solicitar um ficheiro editável, algumas versões do trabalho ou uma explicação breve, desde que as evidências sejam proporcionais e comunicadas previamente.
  • Pode recorrer à IA para preparar sugestões de feedback, organizar uma grelha ou conferir cálculos e somas, desde que verifique os resultados e mantenha a responsabilidade pela apreciação e classificação. Se forem tratados dados identificáveis dos alunos, devem respeitar-se as condições institucionais de privacidade e segurança.

Nota: perante dúvidas sobre autorização, dados pessoais ou finalidade da actividade, deve obter-se esclarecimento antes da utilização.

● VERMELHO · NÃO DEVE - pára e protege os outros

Para os alunos

  • Não deves usar IA numa tarefa definida como «Sem IA» nem apresentar conteúdos gerados pela ferramenta como se fossem inteiramente teus.
  • Não deves carregar fotografias de colegas, classificações, contactos, palavras-passe ou outros dados pessoais em ferramentas não aprovadas para essa finalidade.
  • Não deves criar ou partilhar imagens, vozes falsas ou montagens para enganar, humilhar ou expor alguém.

Para os professores

  • Não deve divulgar textos, imagens, referências ou informações produzidas por IA sem verificar a sua exactidão, a adequação à turma e os direitos de utilização.
  • Não deve utilizar um detector de texto gerado por IA como prova única ou decisiva de incumprimento. Deve ouvir o aluno e considerar o processo e as evidências disponíveis.
  • Não deve tornar obrigatória a utilização de uma ferramenta de IA quando nem todos os alunos conseguem aceder-lhe em condições adequadas. Deve prever uma alternativa equivalente, sem prejudicar quem não dispõe dessa ferramenta.

Nota: o vermelho reúne utilizações proibidas, não autorizadas ou que exigem procedimentos institucionais específicos; nem todas têm o mesmo enquadramento legal.

Nota: este semáforo é uma síntese pedagógica interactiva do Instrumento 1 do EduQA (documento em consulta pública). As cores não autorizam ferramentas por si só nem substituem o enquadramento legal, as decisões da escola ou as condições definidas pelo professor. O mesmo recurso de IA pode enquadrar-se em cores diferentes consoante a actividade.

Consultar o Semáforo original - Instrumento 1, páginas 5 a 9 do PDF.

Uma discussão que diz respeito a toda a escola

A Inteligência Artificial já entrou no dia a dia de muitas famílias, alunos e professores. Há quem a utilize com entusiasmo e quem ainda tenha dúvidas. Ambas as atitudes merecem espaço para perguntas.

Vale a pena experimentar, verificar e conversar sobre os resultados, sem perder de vista aquilo que torna a aprendizagem nossa: pensar, compreender, criar, decidir e responder pelas escolhas que fazemos.

As orientações encontram-se atualmente em consulta pública. A comunidade educativa pode conhecer o documento e apresentar comentários, sugestões e contributos.

Texto e adaptação pedagógica: Hugo Amaral · Professor de Informática · Coordenação PADDE

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